As vezes acho que nasce na década errada.. Tenho princípios que já se perderam e amo coisas que já não se da mais valor.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Das palavras e seu poder;
Palavras, verbos, substantivos, adjetivos ou somente monossílabos. Palavras fortes, absolutas, certas ou não.
Palavras escassas e verdadeiras ou não, mas válidas. De fácil acesso e de fácil interpretação ou não.
Palavras que te arrancam suspiros, risos, alegria. Ah, como elas são fantásticas, e que poderosas não?
Verbos que te enviam amor, paixão ou somente idealização. E que lindo, não?
Substantivos que te passam raiva, ódio e os piores dos sentimentos. E cadê a famosa alegria? Só há xenofobia.
Adjetivos que te fazem sonhar, voar, imaginar, cantar, extravasar, esconder, temer, escrever ou somente ler.
Palavras que te oprimem e reprimem, mas libertam também. Palavras que formam frases, parágrafos, poemas, contos ou argumentos, mas que acima de tudo molda o ser humano. Palavras essenciais que ensinam, que causam sofrimento ou não.
Encantadoras, purificadoras, libertadoras ou não, só depende de você. Então, como são suas palavras?
Personalidades e prazeres
Tem o tipo de gente que fica por ficar e ama por amar. Não é um sentimento profundo, é somente um momento de êxtase e alegria. É uma satisfação totalmente temporária; é um desejo que aos poucos nos mata e sufoca. E quando tudo termina, a festa chega ao fim e o dia clareia, o desejo retorna. É um vício. Vício por homens, bebidas, amigas, música e até sexo. O prazer é um ciclo-vicioso. Mas, o problema não é o vício ou o que você faz com a sua vida, e sim o vazio. Você se sente como uma caixa preta, vazia, pequena, sem valor, até que alguém lhe encha novamente. Até que alguém lhe traga flores ou presentes e alegre seus dias. E você descobre que para ser feliz precisa do outro. E não, não é você que deixa seus dias radiantes, efusivos e sorridentes. É o(a) amado(a).
Tem o tipo de gente que não brinca com os sentimentos, mas tem um quê de mistério. E deixa suas palavras no ar e desejos nas entrelinhas. Tem pessoas enrustidas, encalhadas, apaixonadas e nas nuvens. Aliás, nefelibatas é o que mais há.
No início todos pensam que será fácil encontrar a tampa da sua panela e que cuidar de relacionamentos é meramente uma questão de paciência.
Na verdade, tudo isso é utopia, ilusão. Relacionamentos são piadas e riem nas nossas caras. Qualquer envolvimento, seja ele sério ou não, requer sim treino, experiência e muito mais do que só paciência, acredite em mim. Pode ser que no início não sejamos tão seletivas e exigentes, aceitamos qualquer um desde que não fume e beba. Não precisa ser o mais estiloso do colégio muito menos inteligente. Mas, pode sertambém que você seja totalmente seletiva. São questões relativas. Cada um é cada um.
E pode ser que quando você cresça e perceba a idade chegando, as rugas da velhice e os cabelos brancos, você se torne menos seletiva e abra as portas mais facilmente. Você se torna comum e sem grandes expectativas.
A questão não é quem está certo ou não, como cada um deve ser e se portar. A questão é se o que fazemos nos deixa contente. Ficar cada noite com um me faz feliz? Se sim, continue abrindo as portas para o prazer e vício. Não? Mude sua vida, recomece do zero reciclando amores e desgostos. Mas que agora seja uma mudança para se afastar do ciclo-vicioso e conseguir alguma aprendizagem.
O que precisa ser realmente discutido é o sentimento de vazio e a briga dentro de nós; conflitos internos entre os prazeres diferentes e só um relacionamento sério sempre existirão. Porque homens e mulheres são de difícil entendimento, desejos são muito pessoais, vidas são relativas e a felicidade acaba ficando na deriva. Enrolamos os outros e nós mesmos, fazemos o errado pensando ser o certo, não corremos atrás do prejuízo e por isso perdemos tempo
E você? Como é?
Amor e suas variedades;
Há o amor de amigo, mãe, pai, irmão, esposa e até mesmo amor de amante. Há aquele amor sincero, real, forte. Amor que arde, mas arde de um modo que te faz suspirar, te faz entrar em êxtase, te faz sair de você mesma. E agora seus passos são nas nuvens e sua vida é tão clara quanto ao sol.
Há também aquele amor doentio, obsessivo, pavoroso e difícil. Aquele que te faz sangrar, chorar, gritar e querer extravasar. Te faz querer abandonar tudo e a todos, porque o romantismo exacerbado não mais tem graça. Você sofre, anda em círculos, se esconde. E no fim percebe que só tem a si mesmo.
Também existe o amor de irmão que é um dos mais belos. Vocês brigam ou discutem, mas cinco minutos longe do companheiro parece uma eternidade. Amor de irmão supre qualquer briga, revanche, cara feia ou indiferença. Supre qualquer problema religioso, social, financeiro, econômico e político, só não supre o próprio amor.
E o amor de amigo se confunde com o de irmão, pois ambos são belos, magníficos, mágicos, incontestáveis e fascinantes. É um sentimento simples de nascer, mas difícil de se perder. É um sentimento que te fortalece, te faz viver melhor. As tempestades se tornam mais fracas, o sol mais brilhante, o escuro mais claro, o amor mais eterno. É um amor sem tradução, sem explicação e quase sem comparação.
Há também o amor que parecia ser eterno e acaba num piscar de olhos, há também o amor que ultrapassa a vida; ultrapassa o céu e o inferno. Que o amor seja eterno ou efêmero, reciclável ou não, mas que seja amor de verdade. Amor de todas as forças, todos os sonhos, todas as promessas e juras de amor. Que o sentimento chegue à alma, que ele te descontrole, mas que te faça alcançar as estrelas e que te dê motivos para continuar a amar. Tomara que no amor não exista escuridão, muito menos solidão. Que não seja palpável quanto um pão e que te faça voar como um balão. Ahh, que sentimento não
Comportamento humano diante da 'paixão'
O Globo Repórter certa vez mostrou, com exclusividade na TV aberta do Brasil, a radiografia de uma revolução interna. O que acontece dentro de um corpo apaixonado?
A odisséia do amor é ao mesmo tempo documentário e comédia. O programa contou a trajetória de dois jovens apaixonados. Testemunhamos cenas emocionantes, encontros de arrepiar com câmeras especiais que revelam também explosões químicas dentro do corpo.
O beijo, os cheiros, o ciúme, o carinho, a primeira relação sexual. Para todos estes momentos, a ciência tem uma explicação. E revelações espantosas.
Vale a pena saber o que acontece dentro de nós quando somos surpreendidos por um amor à primeira vista.
O amor sem explicação
No fundo, bem no âmago, todos nós buscamos o mesmo. Buscamos a aceitação e um amor no coração. Buscamos alguém que nos faça lutar, gritar, sofrer e querer. Alguém que nos incite e nos incentive a sermos cada vez melhores. Não queremos alguém fácil demais e simples de se compreender. Não queremos a mulher bela que aceita tudo e te ama acima de tudo e todos e não queremos o homem modelo sem defeitos. Queremos o complicado, o de pouco acesso. Porque nos cansamos do fácil, não queremos sempre pisar no bom e velho piso. Queremos mudança, revolução, desejos diferentes, idéias novas, bandeiras levantadas. Queremos janelas novas, pisos e paredes diferentes. Queremos alguém difícil, mas acima de tudo, alguém que nos ame.
Não queremos alguém que balbucie palavras de amor ao vento, queremos frases raras, sinceras e espontâneas no supermercado ou no estacionamento. Queremos o contato 24h, queremos o impossível, o inatingível. Queremos conhecer a alma, ser a sombra do outro, queremos ser o outro.
Queremos descobrir todos os segredos, descobrir os filmes preferidos, as paixõexões, o melhor dia de sua vida. Queremos compartilhar não só os ótimos momentos como também os de maior tristeza e escárnio. Tudo isso porque o amor supera os comentários perversos e a inveja dos outros, os conflitos econômicos, financeiros, políticos, espirituais, entre outros. Enfim, o amor supera tudo, exceto o próprio amor.
E não queremos por querer, não amamos por amar, não sofremos por sofrer. É algo além, algo místico, fora de nós ou talvez até dentro demais. Buscamos o mais intenso dos sentimentos, o choro mais verdadeiro, a raiva, o ciúme mais doentio. Queremos o riso, o olhar, o toque mais suave, mais belo, mais indescritível. Porque o que queremos está acima de qualquer explicação, qualquer conceito e definição. Queremos ultrapassar o próprio coração.
O despertar de um sonho
Tempo... É o tempo que nos move e determina tudo em nossas vidas. E cada pessoa tem o seu tempo e suas particularidades. Tempo de abrir os olhos, de aprender, querer, crescer e amar. Cada um tem sua hora certa. Precisamos apenas estar preparados, prontos. E é esse o momento que despertamos do sonho... Quando percebemos que existe algo além de só viver, existe o amor.
Pode ser que o amor demore a bater à sua porta ou pode ser que chegue rápido invadindo e tomando conta da situação. Não importa se chega cedo ou tarde porque chega sem falta. E não adianta sairmos à procura, pois quando menos esperamos já estamos apaixonados. O divertido é encontrar sem procurar, assim não criamos expectativas, não precisamos ensaiar as palavras, os pensamentos, somente sentir e aproveitar.
O amor não se explica... Não se define... Ele não passa pela lógica da compreensão. Não se preocupa com a nossa aflição. Não existem regras de conduta e comportamentos. Ele simplesmente acontece e espera estarmos prontos. E o que é estar pronto? É querer algo além. É querer aprofundar, mergulhar de cabeça no romance. É fechar os olhos e dizer: é tudo ou nada. É se permitir, quebrar suas cercas de proteção, criar pontes, cancelar o bloqueio e deixar o outro invadir você, sua vida e seus sentimentos. É você correr riscos, a mão suar, a barriga reclamar e a tensão aumentar. Amar é um contrato de risco consigo mesmo. É agregar valor e trazer significado. E só é amor quando ambos se permitem despertar de um sonho e acordar para a vida, porque viver é, sobretudo, amar.
entre RAZÕES e EMOÇÕES '
Entre razões e emoções
Um assunto sempre tão discutido, mas nem por isso descartável e com resoluções absolutas e concretas. A razão está presente ao nosso redor e em nós mesmos, assim como a emoção. De acordo com historiadores, o início de fato da razão foi no Renascimento (XV) e o apogeu foi durante o Iluminismo, revoluções e concretização das ciências naturais e sociais. Foi o período em que idealizavam os métodos empíricos e cartesianos, e a tal neutralidade para se explicar e prever os fatos.
Já a respeito das emoções, são poucos os momentos em que tal sentimento reinou no ser humano, e ouso afirmar que o único momento de apogeu foi durante o Romantismo (XVIII). E embora o amor tenha sido idealizado, ele não proporcionava alegria e sim melancolia, pessimismo e vontade de cometer suicídio. A morte era a solução para os mal-amados.
Ademais, o amor, a felicidade contagiante e os maiores sentimentos sempre foram desprezados pelo simples fato de serem irregulares e inconstantes. Enquanto que com o acúmulo de logos se constroem teorias e leis, o acúmulo de emoção nada se consegue, exceto mais emoção. O conjunto de experiência sensível não é suficiente para a criação de regras imutáveis, já que os sentimentos são e sempre serão contraditórios, mutáveis e de difícil entendimento.
Porém, mesmo que os argumentos defendendo a razão sejam mais fortes e poderosos, e mesmo sabendo que o amor não é um simples cálculo de 2+2 = 4, mas sim uma incógnita, o sentimento consegue suprir qualquer desentendimento e problema político, financeiro, econômico, social, moral e ideológico. Ademais, a razão não tem o poder de dar felicidade ao indivíduo, pelo contrário, pois o excesso de intelectualidade só nos proporciona dúvidas e tristeza. Proporcionar felicidade e momentos inesquecíveis é um dom que somente o coração tem.
Termino esse post afirmando que nem um nem outro devem prevalecer no ser humano, e não devemos desvalorizar de forma desmedida os sentimentos mais belos do universo. Devemos somente equilibrar as idéias incontestáveis e as incógnitas.
Afinal de contas, o coração tem razões que a própria razão desconhece.
A vida quis assim
Me fale das andanças ex amor
Dos melhores momentos que passou
Me fale que vou te falar dos meus
Eu tenho todo tempo pra ouvir
Os melhores momentos que eu vivi
São todos que passei ao lado teu.
Mas se você quiser não vou lembrar,
Pra não te constranger
Me ver chorar
A gente fala então do que virá
Eu tenho toda vida pela frente
E vou viver da forma mais urgente
Quem sabe um dia eu pare de te amar.
E mesmo que isso possa acontecer
Eu vou sentir saudade de você
Que culpa pode ter o coração
Que pena que a vida quis assim
Você viver feliz longe de mim
A dor rindo da minha solidão...
Se alguém vier pedir o meu conselho
A gente não aprende no espelho
A gente vive e sofre pra aprender
Cada amor é tanto e diferente
A vida insiste em dar esse presente
Comece o dia amando mais você!
E mesmo que isso possa acontecer
Eu vou sentir saudade de você
Que culpa pode ter o coração
Que pena que a vida quis assim
Você viver feliz longe de mim
A dor rindo da minha solidão
Se alguém vier pedir o meu conselho
A gente não aprende no espelho
A gente vive e sofre pra aprender
E cada amor é tanto e diferente
A vida insiste em dar esse presente
Começe o dia amando mais você!
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Renovação
Renovação
Shakespeare disse certa vez que nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que sempre poderíamos ganhar, por medo de tentar, ou seja, cada um de nós pode trabalhar para mudar uma pequena parte dos acontecimentos. A história é feita de inúmeros atos de coragem e crença. Por isso, mude o seu programa, defina claramente os seus objetivos e vá atrás deles, aprofunde-se no que você quer e celebre suas vitórias. Tenha em mente, que o ser humano é capaz de renovar sempre, de buscar melhores caminhos para seu viver, de se auto reciclar, de criar novas perspectivas de vida, traçando objetivos assertivos, para assim poder ter qualidade de vida, consigo e para com as pessoas que vivem ao seu redor.Para começar uma renovação é preciso ter em mente que precisaremos mudar primeiramente os paradigmas, os nossos modelos de vida que ficaram arraigados em nos, e se danosos a nos e aos outros, precisam urgentemente serem modificados, trabalhados dentro de nos mesmos.É preciso ter consciência que podemos, que somos capazes de mudar nosso hábitos, palavras e gestos, nos tornando pessoas mais compreensivas, tolerantes, sensatas.Ver o nosso próximo não apenas com os olhos, conseguir vê-los através deles, sendo capaz de avistar com maiores chances de acertos as limitações das pessoas, seus problemas, perturbações do dia a dia.A melhor maneira de começar essa renovação é se colocar no lugar de seu próximo, e fazer a seguinte pergunta: E se fosse eu, agiria da mesma forma? Certa vez estava eu em um ônibus,estava vindo de São Paulo-SP de volta para casa, cansada, e louca para chegar logo em casa, para descansar. O ônibus parou perto de um hospital, para pegar um senhor e quatro crianças, com idades que variavam de 4 a 9 anos.Fiquei olhando o modo como se comportavam, pulavam e gritavam e não ficavam quietas por um só instante.Fiquei perplexa como aquelas crianças se comportavam, e o pai ali, irresoluto, sem nada a fazer. Um outro senhor que também estava no ônibus perguntou ao pai daquelas crianças, como ele as deixava agir daquela forma.E, ele, muito humilde e com a fisionomia abatida , disse a ele que a mãe das crianças acabara de falecer e que não sabia como se comportar, como iria contar aos filhos sobre o falecimento da esposa.Comecei a rever meus paradigmas a partir desse dia.Por isso a importância de conseguir ver, não somente com os olhos, é preciso ver é ser.Ser o outro, sentir o outro e principalmente, amar a todos de forma indistinta. Shakespeare estava certo quando disse que cada um de nós pode trabalhar para mudar uma pequena parte dos acontecimentos, mas que comecemos a mudar, primeiramente nos mesmos, para assim sermos capazes de transformar também as pessoas que fazem parte do nosso ciclo de relacionamento.
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